sábado, 9 de março de 2013

Pericarpo de perícias I

Fica.

Olha a mão estendida. Vê o mundo inexistente que se cai.

Sob poeiras, plumas, luas cheias. O peso de armários, de elefantes. De cadeias.

É só um réptil. A agonizar.

Sequer rasteja. Não acredita no espaço.

A mão sem cabeça. Sem perna, sem braço.

Apenas unhas, dedos. Abastada de medos.

À espera de seu par, a outra. A mão. Você a vê?

Desapareceu sob o peso das penas. E não voltou. Não aguentou.

Não ajudou a própria mão a rastejar.

A mão, a mesma. Aquela. Que ali está.

Fadada a ela. Somente à Ela. A se apertar.






2 comentários:

  1. Muito intrigante. Parabéns por mais um texto com tão profundas conotações.

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