terça-feira, 5 de março de 2013

Às valsas II

Dali, dos meus oceanos, cuspi-me. Em escárnio, as lágrimas.




5 comentários:

  1. Nossas vidas dentro de um oceano
    Navegando na incerteza de uma dor
    Sou pirata, capitão ou ser insano
    Singrando os meus mares de temor.

    O oceano de meu ser aqui termina
    Numa imensa queda d'água infinita
    Morrer no mar talvez seja minha sina
    Mas a morte quase sempre a vida imita.

    A deriva, já não tenho mais navio
    Mergulhado em um oceano particular
    Percebo que do meu ser me extravio
    E me torno o infinito frente ao luar.

    Pois percebo que o oceano em que estou
    São lágrimas que descem de minha face
    Cair nas quedas é tudo o que restou
    Representando este inevitável desenlace.

    Mas sair do oceano não é algo tão ruim
    Pois quem morre sempre há de renascer
    Sair do mar de lágrimas não é o meu fim
    É uma chance de enfim, poder viver.

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    Respostas
    1. Baah, não me faça chorar! Não hoje, que só choro. rs!

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    2. Na imensa noite escura da alma
      Me parece que o Sol nunca vem
      A aflição corrompe minha calma
      E me joga aos quintos do além

      Em um canto de meu quarto escuro
      Choro intensamente meu dilema
      Nunca me calo desse meu murmuro
      Infinita dor do meu problema

      Olho sorrateiro pela minha janela
      E só vejo monstros, trevas e breu
      Ó Senhor, porque tanta mazela?
      Não foi isto o que me prometeu

      As horas passam, os dias voam
      E a escuridão daqui não some
      Vozes sinistras então ressoam
      Com meu medo saciando sua fome

      Pinto cores na parede tão cinzenta
      Mas sem luz, como diferenciar os tons?
      Como distinguir o amarelo e o magenta?
      Se nem de meu coração eu ouço os sons?

      De repente, o coração se faz fortalecer
      E uma luz invade o ambiente tão sombrio
      No horizonte enfim resplande o alvorecer
      Findando assim a noite de intenso frio

      Tenha fé nesta força incessante
      Do seu coração emana uma chama
      Que acesa destrói em um instante
      A escuridão ao redor de sua cama

      As respostas que tantos buscamos
      Não estão longe como podemos supor
      É dentro do peito onde encontramos
      A força para vencermos o mal com fulgor

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    3. Muito obrigada pela imensa força transmitida com o poema...
      Grande abraço, meu amigo!

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    4. Um imenso abraço a você também, Srta. Maria :)

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