quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Equilibrismos

Meu âmago é uma espécie de sepulcro. Mas fora das normas, pra cadáver de gente estranha.

Gente que dorme e acorda na própria corda. Bamba. Sobre mãos atascadas. 

Uso sapatilhas de fitas brancas; salivo mantras. 

Rogo paz. 

E sou infame, condenada às máscaras. Quase não sorrio mais. 

Talvez atravesse minha corda. Talvez me passe para trás. 

Com os dentes, vivo e sobrevivo de abreviar aquelas mãos. Carnívoras, são sujas, são tantas. 

São santas. Que roubam almas, roubam calmas. E recebem palmas.

Assim, faço meu través...

Aprendi a morder. Com a boca dos pés.






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