terça-feira, 30 de agosto de 2011

Tempo amigo seja legal

Que os dias atuais são menores do que os de antigamente, disso não há dúvidas. Segundo a Nasa, só o terremoto no Chile, ocorrido em fevereiro de 2010, encurtou os dias em 1,26 microssegundos.

Considerando nosso calendário gregoriano, adotado por todos os países ocidentais e por alguns orientais, devemos nos lembrar do seguinte detalhe: ele foi promulgado pelo Papa Gregório XIII lá nas bandas de 1560!! Imaginemos agora quantas alterações nosso planeta já sofreu ao longo de todo esse período!

Mas, no ceticismo da grande massa humana (e, principalmente, da ocidental), o homem empinou seu nariz e se julgou capaz de dominar, dentre outras coisas, o próprio tempo. Como se pode fazê-lo, em se tratando de algo que não se vê, não se toca e muito menos se mede?! Ainda assim, aprisionaram o tempo dentro de uma caixinha tal qual algo imutável, estático, fixo...

Olhando agora para os dias atuais, eis a grande questão: enquanto o tempo "encurta", as tarefas cotidianas permanecem como sempre foram, acompanhando o tempo convencional lá de 1560. Logo, aquilo que um dia serviu para facilitar a "organização mental cartesiana", hoje é razão de umas das piores doenças da atualidade: a impaciência.

Portanto, ao contrário do que se fala por aí, não é o stress que considero o mal do século, mas sim, o conservadorismo humano de achar que o tempo tem de se adequar as nossas obrigações e não as obrigações ao tempo. O stress é só um efeito, uma consequência da concretização daquilo que o universo possui de mais abstrato: o tempo. E que de tão abstrato, simplesmente não existe...

Pobres homens de pouca fé... Adoecem apenas por se julgarem donos do que não podem ainda ser.

Sobre o terremoto: http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/dias-devem-encurtar-por-causa-de-terremoto-02032010-6.shl

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