quinta-feira, 2 de maio de 2013

Lampejos (Parte II)

Da fresta da janela escura, o próprio Sol alardeava seu pronunciamento.

A esguelha festa do absurdo aquietava-se em uma pausa, por justa causa.

Mas a lânguida harmonia, maquiada, por ora, com um verde intenso, permanecia.

Não existia festa. Não existia paz.

Mas, solidão! Essa sim abastava o mesmo âmago sepulcro, com incertezas. Com impurezas.

Tristezas.

O choro das plantas, como em coro, acompanhava um coração que não batia mais. É a própria vida que jaz.

E a solidão que solidifica.

Ainda me trajo com a nudez dos sentidos. Mas, na planta dos pés, meu nariz se tornara um dos moribundos. Vagabundos. Imundos. Em meus submundos.

Dá-me novamente suas mãos, esperança. Aponta-me, voluptuosa, a rosa da andança.

Que não se cansa.






Lampejos (Parte I): http://www.grafiasembio.com/2013/02/lampejos.html

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Evoé I

Pipilante fujão.
Carrega ninho
Gargalha
Solidão.


*Obra da artista Magali Polida de Lascada Selva.



quarta-feira, 17 de abril de 2013

terça-feira, 16 de abril de 2013

Paisagens II

De tempo em tempo
A gente
Sente
Que esperança
É vento.
Alegria,
Lamento.


*Obra do artista Vladimir Kush.


quarta-feira, 10 de abril de 2013

Às valsas V

Se é de isso que se faz disso,

Envenena-te. Magano feitiço.



*Obra do artista Gustave Moreau (1826-1898) .